O desaparecimento do cereal no mercado poderá gerar uma queda na intenção de semeadura na próxima campanha. Muitos somente investirão através de um acordo comercial
Os produtores de trigo da província de Buenos Aires continuam ainda sem poder comercializar livremente seu cereal, apesar do último acordo assinado em 15 de janeiro entre os funcionários do governo nacional e os dirigentes da Carbap e Coninagro.
“A comercialização vai indo como um conta-gotas”, disse nessa quarta-feira ao Infocampo.com.ar Alfredo Rodes, diretor executivo da Carbap. “Os produtores vão tendo algumas respostas, mas não são as que eles esperam”, disse Rodes.
No próximo sábado será realizada uma assembléia de produtores de trigo em Necochea, a partir das 9h30. Alí será analisado em detalhes como está o cumprimento do último acordo.
“Está tudo muito escondido, nada útil nem transparente”, comentou Santiago Cameron, presidente da Associação Argentina de Produtores de Trigo (Aaprotrigo). “Sob essas condições, muitos produtores decidirão não semear na próxima campanha sem ter um contrato prévio”, completou.
A produção através de contrato é empregada usualmente para produzir as denominadas “especialidades”, tais como milho pisingallo (pipoca) ou trigo candeal (pão). Mas o desaparecimento do mercado de trigo pão nesta campanha poderá fazer com que esse cultivo seja semeado em 2010/2011 somente sob esta modalidade (somente poucos se arriscarão a produzir alguma coisa que não se pode comercializar).
No entanto, os representantes da Federação de Centros de Armazenamento de Cereais seguem sem respostas por parte do Ministério da Agricultura em relação às listas entregues com dados de pequenos e médios produtores, segundo disseram hoje as autoridades do setor.